A
informação é um bem cujo valor
tem sido, ao longo dos tempos, cada vez mais reconhecido
em nossa sociedade. Podemos pensar na informação
meramente como a narrativa de um acontecimento, a constatação
de um fato ou a produção de um conhecimento
— não importa. O fato é que a informação
é capaz de produzir vantagens, criar oportunidades,
propiciar avanços tecnológicos e, até
mesmo, salvar vidas.
A evolução da informática tem permitido
ao homem promover o trânsito de dados de uma maneira
praticamente instantânea, a ponto de torná-lo
incapaz de gerenciar tanta informação.
Com o incessante aumento na capacidade de se veicular
dados com rapidez, é natural que se busque ferramentas
para permitir um manejo adequado de toda essa interminável
torrente de informações.
Na esteira deste desenvolvimento, a tecnologia da informação,
ou simplesmente TI, surgiu como um balizador para a
correta análise e o aproveitamento eficaz dos
conhecimentos disponibilizados, otimizando assim as
competências do homem nos seus diversos campos
de atuação.
Totalmente inserida neste contexto, a aviação
é, inquestionavelmente, um dos segmentos da atividade
humana que mais reflete esta evolução.
Nela podemos observar o surgimento de sistemas cada
vez mais complexos e, com eles, mais e mais conhecimentos
são produzidos, veiculados e exigidos para a
operação de aeronaves.
Por outro lado, a modernidade tem exigido, também,
a otimização no emprego de recursos materiais
e sobretudo humanos, cuja capacitação
tem sido cada vez mais demorada e onerosa. Em outras
palavras, “produzir cada vez mais, com recursos
cada vez menores” tem sido a equação
a governar o planeta.
A atividade de prevenção de acidentes
não é diferente de nenhuma outra. Aqui
também é permanente a cobrança
pela otimização no emprego de meios. Aqui
também a informação tem um papel
primordial: ações de prevenção
têm origem, invariavelmente, em conhecimentos
produzidos a partir de meras condições
inseguras observadas, ou mesmo de complexas investigações
de acidentes já ocorridos.
Portanto, vislumbra-se aqui o casamento entre a necessidade
e a oportunidade. A necessidade crescente de trabalhar
com o maior número de informações
possível e a oportunidade de se empregar toda
a modernidade da TI em favor da segurança da
atividade aérea.
Neste contexto foi concebido o novo Sistema de Gerenciamento
Integrado da Prevenção de Acidentes Aeronáuticos
— SIGIPAER.
Trata-se, sem dúvida alguma, de um projeto ambicioso
cuja importância e necessidade foram reconhecidas
pelo Comando da Aeronáutica.
Muito mais do que um mero depósito de informações,
o SIGIPAER foi idealizado como um sistema dinâmico
e abrangente que permitirá a coleta e recuperação
de dados, a veiculação documentos, o controle
das ações preventivas, a produção
e distribuição de relatórios, o
gerenciamento completo dos processos de investigação,
a análise e a projeção estatísticas,
e principalmente a interligação e integração
de todos os elos do SIPAER.
O SIGIPAER permitirá, por exemplo, a qualquer
pessoa, por meio da Internet, consultar os índices
estatísticos relativos à segurança
da aviação civil num período de
tempo determinado.
Qualquer empresa aérea poderá informar,
diretamente ao sistema, qualquer acidente, incidente
ou ocorrência de solo, assim como nele conduzir
toda a investigação.
Em contrapartida, terá a possibilidade de compartilhar
da base de dados relativa à segurança
de vôo da aviação civil.
Totalmente integrado ao moderno SINTAC — Sistema
Integrado de Aviação Civil — o SIGIPAER
contará com a precisão das informações
referentes a aeronaves e aeronavegantes cadastradas
na base de dados do Departamento de Aviação
Civil.
O sistema emprestará maior agilidade à
veiculação de Recomendações
de Segurança de Vôo, oferecendo, ainda,
mecanismos de controle sobre o seu cumprimento.
Outra funcionalidade do sistema será o seu Módulo
OACI, responsável pela geração
dos relatórios e demais documentos endereçados
àquele órgão (Notification, Preliminary
Report, Accident / Incident Report, Final Report e Safety
Measures).
Após um criterioso trabalho de modelagem de negócios,
está em curso a elaboração de um
Documento de Visão do Projeto, no qual estarão
descritas, em nível macro, a estrutura e as principais
funcionalidades do sistema, assim como os seus principais
envolvidos (stakeholders).
Uma abrangente programação de visitas
a alguns stakeholders será conduzida, visando
ao levantamento dos requisitos para o sistema. Esta
etapa, de caráter crucial para o desenvolvimento
do SIGIPAER, traz a oportunidade para que o Elo-SIPAER
exponha as suas necessidades e expectativas com relação
às atividades a serem conduzidas através
do sistema.
O projeto conta com o apoio do Departamento de Aviação
Civil (DAC), o acompanhamento técnico do Centro
de Computação da Aeronáutica —
Brasília (CCA-BR) e a supervisão do CENIPA.
Para
saber mais acesse:

[Retornar]
|